domingo, 6 de dezembro de 2009

Sobre uma noite de erros

Ela queria um suspiro de tempo
Mas o sobressalto de teu ego quis castrar cronos
E agora talvez não prove do carinho de seus lábios.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Maestria do Maestro

Hoje eu ouvi da experiência -
não a minha,
e sim de outrem -
talvez a única verdade ontológica,
o real em si:

- Aquele que diz,
o mestre do que chegará à maestria,
tende construir o maestro.

Reger tempos descompassados,
compor com dissonancia,
organizando, cosmologicamente,
os destemperos,
os prazeres verdadeiros.

Permitir o fluir do fruir.
Ser reflexo de catarse!
Estar no mundo!

O único mundo que nos cabe:
o chão donde brota o sabor de saber-se
Homem-Humano.

Chuva

A chuva...
Sim, a chuva é constante.
Entrou em minha janela
e me deu bom dia.
Trouxe paz e alegria,
fez-me sorrir,
pois os pingos deitaram-se comigo.

Eu, o poeta
chorei,
e minhas lágrimas se apaixonaram
por outras lágrimas:
os pingos de chuva
que se deitaram em meu cobertor.

domingo, 6 de setembro de 2009

Estanque

Há pinceladas rápidas: Impressionismo.
Há canetas rápidas: As de Tcheckov.
E há poesias rápidas: Filipe Rossi.

Poesia Antropofágica

Hãn?!
Troppo!
faz...
giro.

Antropofágico os versos.
Engolem humanos,
sugam tutanos,
bebem plaquetas vermelhas
fazendo do intestino colar.
Comem Caetano como caviar.

Debussy o ambidestro
frente a frente com Rafael Sanzio.
Sentem a mente pulsando: Nitzschenianos.
Flores malignas, Baudelaire, espelhas
Arquitetando Gaudi a contemplar.
Beijam a tela em Godard.